Anodização .




ANODIZAÇÃO
Termo empregado para designar ANODAÊ. O médium faz seu Anodaê ou Anodização
servindo-se do sal e do perfume. ANODIZAÇÃO é, também, o trabalho de Unificação realizado na
regência da Lua Cheia, isto é, quatro dias antes ou quatro dias após o dia exato da Lua Cheia, tendo,
como finalidade, recarregar as energias do médium. É um trabalho exclusivamente individual, onde
todos trabalham para si mesmo. Com o passar do tempo, caiu em desuso essa nomenclatura,
passando a ser denominado simplesmente como Unificação . Mas uma Unificação realizada sem
objetivo determinado, na regência da Lua Cheia, corresponde, na realidade. a uma Anodização.

  





Cassandra



  1. CASSANDRA ou Estufa é um ponto de captação de energia, dentro do Templo, onde se localiza um ponto de força dos Trinos, dos Adjuntos ou das Falanges Missionárias. Mestres e ninfas podem se sentar e se concentrar na cassandra de seus respectivos Adjuntos.
Segundo Tia Neiva, os Ministros pediram que ela providenciasse um local para que cada um deles pudesse emitir sua força, uma vez que elas estavam sendo dispersas pela Corrente Mestra. Assim, foram feitas para cada um dos Adjuntos Arcanos, no Templo-Mãe.

Na cassandra se projeta poderosa energia daquele Ministro de Deus (é o RADAR do Ministro) ou da Princesa da falange missionária, conjugada com Simiromba e Obatalá, que pode ser manipulada, ali sendo mentalizados locais ou pessoas, problemas físicos ou espirituais, para receberem os benefícios daquela energia grandiosa.

Na cassandra dos Ministros, o mestre e a ninfa, com qualquer indumentária, não só se beneficiam com sua revitalização energética como reforçam a energia que está sendo manipulada no Templo, ficando à mercê das forças do Ministro, de honra e guarda, recebendo a força direta e outros tipos de forças que são distribuídas no Templo e alcançando lugares e pessoas que sejam mentalizados. Por isso, não deve haver comunicação, conversas, com quem está na Cassandra. Pode, sim, um Arcano convidar a presença do seu Ministro na sua Cassandra.  Um mestre deve sentar com uma ninfa, mas ao Adjunto Arcano é permitido sentar-se sozinho ou com um convidado, que pode até ser alguém sem uniforme, para receber a emissão da força do Ministro.

Para as cassandras das missionárias não existe uma lei específica, como para as dos Adjuntos. Para ocupar a cassandra da Falange Missionária a ninfa deve estar exclusivamente com sua indumentária da falange missionária, não sendo permitida sua entrada na cassandra com qualquer outro uniforme, nem mesmo de Prisioneira. Tanto ao entrar como ao sair, a ninfa, de pé, abre seu plexo e emite:

                    MEU SENHOR E MEU DEUS!

       A MINHA MISSÃO É O MEU SACERDÓCIO!

Enquanto estiver na cassandra, potente emissor de forças, a ninfa deve se manter em harmonia, tranqüila, não podendo falar nem gesticular. A incorporação é facultativa, quando se tratar de uma Contagem. Ao entrar na cassandra deve pedir ao Recepcionista que evite que pessoas fiquem encostadas na cassandra. Deve aproveitar para levar aquela força a quem precisar, mentalizando calmamente a quem pretende beneficiar.

Você já viu o Sol refletindo num espelho e viu que podemos levar seu reflexo onde quer que queiramos pela movimentação do espelho. Na cassandra, sua mente age como espelho, refletindo toda aquela energia poderosa onde quer que a leve pelo poder da sua concentração. Inclusive para você mesma, que pode mentalizar seu corpo ou seus órgãos.

Embora seja permanente a projeção de forças da cassandra, só se deve ocupá-la quando estiver sendo realizado algum trabalho no Templo. Um momento em que há maior concentração de forças – e que deve ser aproveitado – é quando estão sendo entregues as energias da Estrela Candente, na entrada da Escalada.



2) CASSANDRA é uma nave espacial etérica que, todos os dias, ao por do Sol, conduz os espíritos que se libertaram da Terra.


       "As cassandras ou estufas são ocupadas pelos Adjuntos. O Adjunto é senhor de sua cassandra e poderá colocar junto a ele quem lhe aprouver. Somente o 7º Raio autorizado poderá sentar-se na sua estufa. O Adjunto poderá sentar com sua escrava, como digo acima, porém um 7º, mesmo autorizado, não poderá sentar com a sua escrava, porque, falando de um 7º, falamos de um comando como o sentimos e as ninfas não são autorizadas, pelo nosso Pai Seta Branca, para comandarem.
As ninfas do Vale do Amanhecer carregam sua função na linha de "Amor Ternura", que traduzimos a invocação para o complemento de forças nas aberturas.

As cassandras só serão ocupadas pelos Adjuntos se o seu Mestre estiver no Templo ou em missão direta nos Templos do Amanhecer. O seu 7º, no caso, poderá autorizar o seu 6º Raio para substituí-lo. Outrossim, neste caso, chamamos HONRA E GUARDA. Naturalmente, este turno é demorado, o Mestre viajou, por conseguinte, ele deve mudar, porém, na mesma seqüência do seu 7º, obedecendo à força do seu 7º Raio, que é uma força decrescente.

Como força decrescente, o 6º Raio poderá sentar-se ao lado de sua escrava. O 6º Raio não se trata de uma força de comando e, sim, Força Giratória. O 7º Raio é força decrescente de comando. Giratória chamamos força em movimento decrescente.

(Tia Neiva, 18.2.79)

            “O Quinto Yurê Vancares ou Cautanenses, após receber a instrução de sua Estrela, terá a força necessária e precisa para certos comandos.
No entanto, um Quinto Yurê ou Mestre Lua não pode sentar sozinho numa Cassandra, porque ele entra nas Sete Linhas de Olorum e vai formando a sua vibração fluídica, podendo, assim, atrapalhar todo o comando de um Trabalho Oficial.” (Tia Neiva, 21.8.83)        

Ac.tumarã


Calendario Imantração do Templo

   IMANTRAÇÃO DO TEMPLO   ANO 2013




dia/mes
06-02
02-03
27-03
21-04
19-05
15-06
10-07
03-08
28-08
22-09
19-10
13-11
08-12

nossa missão.

Salve Deus!
Na reunião passada conversamos sobre o que é esta Corrente, sobre o poder ca...balístico. É necessário que cada um se conscientize de que, se quiser ser um mestre deste Amanhecer, precisa trilhar passo a passo, degrau por degrau. Não há limite para cada um de nós aqui dentro, mas depende daqueles tijolinhos que vamos colocando para construir o nosso alicerce. Um tijolinho fora do lugar vai apresentar um defeito no alicerce. Nós estamos construindo algo para a nossa individualidade que é transcendental, estamos construindo algo que Deus Pai Todo Poderoso, em sua bondade infinita nos deu e levaremos para a eternidade. Precisamos assim, fazer tudo corretamente, bem feito, irmanados em nossas vibrações para que, vagarosamente, possamos cumprir nosso compromisso transcendental. De nada vale fazer nossos trabalhos por apenas por desencargo de consciência, para satisfazer nosso ego, nossa vaidade, porque estamos nos enganando a nós mesmos. A grande esperança destas nossas reuniões é despertar em cada um lá no fundo do seu coração, do seu ser, de que tudo que se faz é para nós mesmos. Nada o que fazemos é de graça, nem para os outros. Todos nós assumimos compromissos com Jesus na individualidade.
O missionário não substitui ninguém. O missionário desce na Terra, vem com sua missão e só cumpre a sua missão, o seu sacerdócio. Ninguém substitui ninguém. Somos seres interplanetários e, pela graça Divina, estamos aqui na Terra e muitos até bem velhinhos. Somos inquilinos da Terra, não pertencemos a ela. Pertence o nosso corpo físico, que é composto de todas as energias da Terra. O nosso espírito é um ser divino. É hora de darmos oportunidade a esta chama divina que existe em nós para que ela venha iluminar o nosso reino. Não estamos mais para delongas nem discussões porque o tempo está esgotado. Aqueles mestres que fizeram Centúria comigo, desde o começo sabem que estávamos nos preparando para uma missão. Agora o tempo acabou para brincadeiras e para experiências. A missão está começando e é bom que saibamos que será exigido muito de nós e em Cristo Jesus temos muito o que dar.
Vamos, portanto, pedir a Jesus esta força direta que nos assiste aqui na Terra, que dê forças a cada um para que possamos transpor as dificuldades. Quando nossa querida mãe Tia Neiva dizia “Meu filho não te preocupes com teu vizinho, arma-te contra ti mesmo”, ela queria dizer que o nosso maior inimigo está dentro de cada um de nós. Precisamos compreender e entender, de uma vez por todas, que não conseguiremos enganar ninguém, tampouco enganar a nós mesmos. Somos seres privilegiados, filhos escolhidos para esta missão. Milhares e milhares de espíritos gostariam de estar em nosso lugar, de terem o privilégio que nós temos de sermos seres encantados e podermos, simultaneamente, trabalhar em dois planos – o físico e o etérico. Temos o privilégio de, como físicos ainda, já construirmos, dando os primeiros passos de nossa jornada no plano espiritual. Mas, para que isso aconteça, é necessário a consciência, a fé e a convicção das leis físicas que nos cercam. O amor de um missionário, meus irmãos, não é medido por palavras, mas pelos seus atos. Tia falava no homem suicida, aquele que é colocado no caminho do Bem e da Moral e da Lei do Auxílio, e ele usa este caminho para fazer tudo aquilo que não deveria fazer. Aquele que dá um tiro no ouvido, às vezes é movido por uma cobrança. Mas nós tivemos o privilégio de sermos colocados na ciência dos mundos crísticos, dos mundos etéricos e quando agimos contra os ensinamentos, contra as normas, não sei o que será de nós. Meus irmãos, seria bom se, quando nós transgredíssemos, nós mesmos pagássemos, mas nós nos esquecemos de que em torno de nós estão missionários que Jesus nos confiou para que nascessem, crescessem e estivessem conosco como irmãos.
Imaginem o preço que isto vai custar, porque desde o primeiro dia que cada um colocou o pé aqui neste Amanhecer, lhe foi ensinado, lhe foi explicado como fazer para caminhar nesta Doutrina e muitos de nós estamos nos arriscando, estamos brincando com a nossa vida e com o nosso destino. Só para exemplificar, nestes dias, foi um mestre que já recebeu todas as honrarias deste Amanhecer, no Aledá do Sudálio, embriagado. Imaginem o preço que este mestre terá que pagar, porque ali não está um Cavaleiro de Oxosse, nem um Preto Velho. Ali está um convidado de Pai Seta Branca. O álcool, para nós, é veneno, faz mal porque nosso plexo está sendo preparado para acura desobsessiva. Não seja suicida! Se gosta de bebida, graças a Deus, venha para cá como paciente. Não coloque o uniforme, para o seu próprio bem. Tenha respeito por esta Doutrina. Aqui é um pronto socorro universal e, para milhares de espíritos, é a última oportunidade, a última esperança, e ele vai encontrar um mestre encharcado! Pai Seta Branca não movimentou este Universo todo para ver seus filhos aqui na Terra se destruírem, e o preço pode custar esta encarnação. É necessário que haja esta consciência.
Vamos começar a bem amar, porque a maioria deste corpo mediúnico está perdendo o sentido do que é este Amanhecer. Pai Seta Branca, na sua divina bondade, com permissão de Jesus, nos deu o trabalho de libertação e nos disse que Jesus prescreverá nossos restos cármicos para melhor cumprirmos nossa missão simétrica.
Somos uma tribo, uma família, e estamos nos evoluindo rapidamente. Somos uma família com dívidas enormes, mas que sempre que necessário, estamos presentes na Terra. Temos muitos cobradores que não terão mais oportunidade de nos cobrar, por falta de tempo e pelas suas próprias condições, que não nos alcançam mais. Quando passarmos para o outro lado seremos os espíritos de luz, recebendo as vibrações de cobradores. Na sua divina sabedoria, Pai Seta Branca nos deu a libertação no Trabalho de Prisioneiro, porque dependendo da roupagem que estivermos vivendo naquela faixa, vamos em busca do que deixamos para trás. Demonstrando humildade, pelo Trabalho de Prisioneiro conseguimos bônus e conseguimos, também, o perdão destes espíritos e, em conseqüência, a nossa libertação, para que cada um possa seguir o caminho da evolução.
Mas, o que nós temos observado no Trabalho de Prisioneiro, são brincadeiras, tem mestres colocando até palavrões nos cadernos de prisioneiros. Mestre, não seja o veículo da destruição e da mesquinharia. Tem mestre que enche o caderno de prisioneiro de rabiscos. Para o prisioneiro, aquele caderno é sagrado. Ali ele está registrando exatamente quantos contatos ele teve, porque o bônus não fica naquele papel, nem quem dá o bônus, o faz de graça, porque não há nada de graça. Enquanto o mestre está assinando aquele caderno, o plexo dele esta emitindo bônus, energia em favor daquele prisioneiro e, simultaneamente, está recebendo. Faça uma experiência: não seja prisioneiro no dia em que não estiver bem, mas fique na praça e dê alguns bônus com amor e veja se não melhora, não porque você deu o bônus, mas porque o plexo daquele prisioneiro a quem você deu o bônus forneceu o bônus para sua melhora.
O respeito é adquirido na caminhada que empreendemos e, se não tivermos respeito por nós, não vamos ter por nossos semelhantes. Tia Neiva fez este uniforme de prisioneiro, uma indumentária bonita, o Exê, a rosa, uniforme completo, até com cinto de pano. Mas tem prisioneira que parece que vai para uma festa de carnaval.
Costumamos ver mestres preocupados com a vida material, discutindo guerra, política, culpando o nosso presidente, mas ele não tem culpa de nada do que acontece a nós. Vamos voltar um pouco atrás e analisar a nossa parte, a nossa caminhada, Tia nos disse: “Meu filho não te preocupes com a tua vida material. Preocupa-te com aqueles que te chamam para o auxílio”. Ela diz assim porque Pai Seta Branca não vai nos dar nada que não for nosso, como também não vai tirar nada do que for nosso. Se nós estivermos caminhando como mestres deste Amanhecer, nossa mãe em Cristo Jesus, hoje tem muito mais condições de nos ajudar do que quando estava na Terra, porque aqui ela estava presa a um corpo pesado e praticamente acabado, destruído pela enfermidade. Hoje, ela tem um corpo astral iluminado e pode atender a todos nós. Nossos mentores sabem do que nós precisamos. Vamos vencer as preocupações, arregaçar as mangas e vamos trabalhar, ajudando os nossos governantes e a nossa nação, ajudando o povo brasileiro que vive conosco. Nós temos condições porque temos poder cabalístico e cada um vai receber tudo que precisa materialmente. Vão observando, no decorrer destas reuniões, que aqueles nozinhos vão sendo desatados, porque estamos aqui por amor, movimentando forças, sempre em benefício de alguém.
Muitos grandes mestres deste Amanhecer estão em desequilíbrio, caindo, porque todos que estão aqui hoje se preparam para receber poderosas forças. Mas estas forças não servem para nós! Elas foram confiadas a nós para serem manipuladas em favor dos menos favorecidos. Nós somos missionários e, se não manipularmos essa força, ela irá nos destruir. Procurem assumir um compromisso e as forças estarão à sua mercê, para serem manipuladas para todos nós. De nada vale conversarmos sobre mundos, sobre poderes, se na maioria não sabemos fazer sequer um Pai Nosso.
Nossa Mãe, quando começou a descortinar sua mediunidade, dentro do desequilíbrio de um médium, ela tinha uma revolta muito grande, porque todo aquele castelo que ela construiu, estava ruindo. Um espírito se apresentou numa cadeira de rodas. Era uma mulher, e Tia a chamava de Senhora do Espaço. E ela lhe disse: “Neiva, tira um pouco dessa ira do teu coração! Vamos rezar juntas!”, e começava a emitir o Pai Nosso. Mais tarde ela veio a saber que esta Senhora era Mãe Yara.
Mestres, o Pai Nosso quando emitido corretamente, acalma o espírito mais enfurecido que seja. Quando um comandante está emitindo o Pai Nosso, só ele deve emitir, os demais mestres entram em sintonia com ele, emitindo silenciosamente. São poucos os mantras que fazemos coletivamente. Simiromba, o mantra dos três horários, na Estrela é emitido coletivamente. Estes assuntos foram dados no início da nossa vida no Amanhecer, mas nossas fundações estão abaladas por algum tijolinho fora do alicerce. É por isto que estamos revendo tudo. Se o assunto é cabalístico, aí , é ser ou não ser, não há meio termo.
Desde os primeiros dias foi ensinado ao médium de incorporação que no paciente não se toca e o que vemos hoje em dia? Os Mentores, Pretos Velhos, antes de virem trabalhar aqui, passam por uma escola em Mayante e recebem todas as técnicas de Amanto. A entidade faz uma triangulação de forças do doutrinador, do apará e do paciente, emitindo a energia luminosa do seu plexo. É uma grandeza, aqui na Terra, o que nos deu o Trono. Ele harmoniza e coordena o trabalho.
No trabalho oficial, para equilíbrio da Corrente Mestra, enquanto houver trabalho sendo realizado, por exemplo, Leito Magnético ou Trono Milenar, etc. deve haver sempre um trono com mestre incorporado. Somente quando todos os trabalhos estiverem encerrados é que se libera para encerramento os Tronos e a Mesa Evangélica simultaneamente.
Mestres, houve uma época em que nós, quando estivemos encarnados como Mayas, tínhamos um grande poder em nossas mãos, tínhamos voz direta, tínhamos o controle do átomo, éramos homens-pássaros voadores, tínhamos a ciência à nossa mercê, mas nos esquecemos de que átomo por átomo por Deus fomos constituídos. Alguns mestres dessa tribo não se contentavam de ter a luz das Amacês que iluminavam a Terra, nossas festas, e queriam aprisionar uma Amacê para ver o que tinha dentro. Fomos alertados para não o fazermos, mas de nada adiantou. Foi feita uma armadilha. A Amacê veio e, em vez de ser aprisionada, desintegrou todos os corpos daquela tribo e nós procurávamos nossos corpos e não os encontrávamos. Esta é uma das grandes vergonhas da nossa tribo!
Hoje, temos os mesmos poderes, só que funcionamos dentro daquele juramento da Pira, aquela espada contra o peito, “fira-me quando me afastar de Ti”, etc.
Somos muito poderosos do outro lado mas, aqui, só nos é dado o mínimo necessário para desenvolver nossa tarefa. Imaginem se tivéssemos o nosso poder total, o que teríamos aprontado neste Amanhecer? O que nos foi dado tem que ser guardado sob sete chaves, como uma relíquia, porque é a chave do Céu. Por esse pouco que nos foi confiado é que nós vamos encontrar o caminho de volta para nossa casa, perdido ha trinta e dois mil anos.
Vejam bem que o nosso compromisso, o grande compromisso que a tribo Espartana assumiu com Jesus, que foi exatamente o de limpar a Terra, elevar todos os espíritos arraigados a esta Terra, que chegarem ao nosso encontro, para o mundo etérico. Tudo o que nós temos, o que nós recebemos e iremos receber tem um único objetivo: alcançar aqueles irmãos que ainda vão sair do fundo do mar e do fundo da terra. É esse o nosso compromisso e só nós, em Cristo Jesus, temos condições para executar essa missão. É por isso que estamos recebendo todos esses poderes. Realmente, não nos é permitido ter consciência de tudo o que fazemos nem de tudo de que somos capazes, nem da força que realmente nós temos, para não acontecer como aconteceu com os Mayas mas, no além túmulo, cada um poderá admirar a grande obra que realizou ou a oportunidade que perdeu. Esta é a grande verdade.
Salve Deus!

(Trino Araken - em 1991) 

Nova Era Mario Sassi Trino Tumuchy


Origem atual
     O movimento doutrinário e religioso, conhecido como “Vale do Amanhecer”, tem dois aspectos distintos, duas maneiras de ser visto: a primeira, é em sua origem remota, o caminho percorrido pelos espíritos que o compõem; a das circunstâncias que presidiram sua formação atual.
     Em primeira instância, trata-se de um grupo de espíritos veteranos deste planeta, todos com 19 ou mais encarnações, juramentados ao Cristo e que se especializaram no trabalho de socorro, em períodos de confusão e insegurança. Tais situações surgem, sempre, no fim dos ciclos civilizatórios, quando a Humanidade passa de uma fase planetária para a seguinte. Esses ciclos, embora variáveis em termos de contagem do tempo, se apresentam à visão intelectual da História como tendo mais ou menos 2.000 anos.
 Portal do Sol (Tiwanaku, Bolívia)
A cada dois milênios termina uma etapa e começa outra. Porém, por alguns séculos, as duas fases coexistem. Podemos tomar, como exemplo, o período que antecedeu o nascimento de Jesus e os três ou quatro séculos que se seguiram. Um exame acurado dos acontecimentos históricos registrados explica essa mistura de duas etapas.
   O mesmo está acontecendo em nossa época, desde o Século XVIII, em que o mundo como que explodiu em fantásticas conquistas sócio-econômicas, ao mesmo tempo em que começou a declinar no que poderia se chamar de “humanismo”. Esse fenômeno é particularmente verificável nesta segunda metade do Século XX, no qual as conquistas científicas, por exemplo, coexistem com a desvalorização progressiva do ser humano. A característica de nossa civilização atual é de descrença e desesperança nas instituições, nos marcos civilizatórios que regem nossas atitudes.
     Num paradoxo aparente, essa “morte civilizatória” produz na mente do Homem a ansiedade por bases mentais mais firmes, mais calcadas na imortalidade da civilização. A descrença nas instituições regentes leva à busca de instituições mais biológicas, seguras, mais transcendentais. Isso pode ser facilmente percebido pela procura atual de soluções religiosas e de novas formas do encontro com o espírito.
     Atender a essa necessidade é exatamente a finalidade e a missão desse grupo de espíritos que aparecem sob a égide do “Vale do Amanhecer”.
     Sua missão é oferecer ao Homem angustiado e inseguro uma explicação de si mesmo e um roteiro para sua vida imediata.
     Para que isso fosse possível, e a missão cumprida com autenticidade, o trabalho não poderia ser feito seguindo-se as velhas fórmulas de religiosidade, considerando-se “velhas fórmulas” os documentos escritos, as revelações de iluminados, de profetas, das tradições, das doutrinas secretas e da dogmática de modo geral, empregada na base da fé e do medo.
     O Homem só adquire segurança quando o equacionamento de sua vida se apresenta verificável, para ele individualmente, qualquer que seja sua posição sócio-econômica. Se num primeiro momento as instituições lhe oferecem proteção e segurança, isso logo se desfaz na vivência dentro das mesmas, quando seu próprio juízo entra em contradição com elas. Nesse ponto, ele poderá não se afastar, por medo ou por falta de algo melhor, mas sempre, inevitavelmente, ele viverá em angústia.
     Por esse motivo fundamental, o movimento “Vale do Amanhecer” foi calcado na existência de um espírito clarividente, cujas afirmações e ensinamentos pudessem ser testados e verificados, individualmente, pela experiência de cada participante, sem jamais dar margens a dúvidas ou incertezas.
     Essa é a origem atual do Vale do Amanhecer, ou seja, a existência da Clarividência de Tia Neiva.
     Em 1959, ela era uma cidadã comum, embora com traços de personalidade incomum. Viúva, com quatro filhos, dedicou-se à estranha profissão, para uma mulher, de motorista, dirigindo seu próprio caminhão e competindo com outros profissionais. Sem nenhuma tendência religiosa, nunca, até 1959, quando completou 33 anos de idade, revelou propósitos de liderança  de espécie alguma.
     A partir dessa data, começaram a suceder, com ela, estranhos fenômenos na área do paranormal, da percepção extrasensorial, para os quais nem a ciência nem a religião locais forneceram explicação. O único amparo razoável foi encontrado na área do espiritismo, uma vez que as manifestações se pareciam com a fenomenologia habitual dessa doutrina.
     Os problemas foram se acentuando contra a sua vontade, e o acanhamento das concepções doutrinárias que a cercavam a levaram a uma inevitável solidão. Não havia realmente quem a entendesse, e isso a obrigou à aceitação das manifestações de sua clarividência. Incompreendida pelos Homens, ela teve que se voltar para o que lhe diziam os espíritos. Só neles ela começou a encontrar a coerência necessária para não perder o juízo e ter se tornado apenas mais uma doida a ser internada. A partir daí ela deixou de obedecer aos “entendidos” e se tornou dócil às instruções dos seres, invisíveis aos olhos comuns, mas para ela não só visíveis como também audíveis.
     Desde então, ela teve que abandonar parcialmente sua vida profissional e se dedicar à implantação do sistema que hoje se chama Vale do Amanhecer. A primeira fase foi de adaptação e aprendizado, embora, desde o começo, seu fenômeno obrigasse a uma atitude prática de prestação de serviços. Isso garantiu, sempre, a autenticidade da Doutrina do Amanhecer, desde seus primórdios. Tudo o que foi e é recebido dos planos espirituais se traduz em aplicações imediatas e é testado na prática.
     Logo que Neiva dominou a técnica do transporte consciente, isto é, a capacidade de sair do corpo conscientemente, deixá-lo em estado de suspensão, semelhante ao sono natural, e se deslocar em outros planos vibratórios, ela começou seu aprendizado iniciático.
     O transporte é um fenômeno natural – todos os seres humanos o fazem quando dormem – mas o que há de diferente na clarividência de Tia Neiva é o registro claro do que acontece, durante o fenômeno, na sua consciência normal. Todos nos transportamos durante o sono, mas as coisas que vemos ou fazemos só irão se traduzir na ação em nossas vidas inconscientemente, ou seja, nós não sabemos que fazemos coisas em nossa vida com base nesse fenômeno.
     Nesse período, que durou de 1959 até 1964, ela se deslocava diariamente até o Tibete e lá recebia as instruções iniciáticas de um mestre tibetano. Esse  mestre, que ainda está vivo, chama-se, traduzido em nossa linguagem, HUMAHÃ. Dadas as condições específicas que isso exigia de seu organismo físico, ela contraiu uma deficiência respiratória que, em 1963, a levou quase em estado de coma para um sanatório de tuberculosos, em Belo Horizonte.
     Três meses depois, ela teve alta e deu prosseguimento à sua missão, embora portadora de menor área respiratória, que limita sua vida física até hoje.
     Esse, entretanto, é apenas um aspecto das manifestações de sua clarividência. Ela se transporta para vários planos, toma conhecimento do passado remoto dela e do grupo espiritual a que pertence, recebe instruções de Seta Branca e de seus Ministros e as transmite praticamente para as ações do grupo. A comunidade da Serra do Ouro chamava-se “União Espiritualista Seta Branca” (UESB).
     Na UESB, no plano físico, o que existia era, apenas, um grupo de médiuns atendendo a pessoas doentes e angustiadas, tendo sempre à frente a figura de Tia Neiva. Havia um templo iniciático e algumas construções rústicas, tudo feito em madeira e palha.
     Existia e existem, pois, dois aspectos distintos, que é preciso compreender para explicar o atual fenômeno “Vale do Amanhecer”: o humano, como grupamento de pessoas dedicadas à assistência espiritual a outras pessoas, mediante as normas trazidas pela Clarividente Neiva do plano espiritual; e essas mesmas normas, que foram constituindo a Doutrina, ou seja, um conjunto doutrinário.
     Na proporção em que o conjunto humano cresce, ele aumenta seu poder de obtenção, controle e manipulação de energias, ou seja, sua força cresce e amplia sua base doutrinária. Por isso a Doutrina do Amanhecer apresenta um aspecto dinâmico, de contínuo fazimento, que se adapta, a cada momento, às necessidades dos seres humanos que são atendidos. Todas as instruções para as atitudes, construções, rituais e planos de trabalho continuam vindo por intermédio de Tia Neiva.
     Com relação ao futuro, quando ela desencarnar, haverá, naturalmente, algum outro processo de instruções. Isso, entretanto, está fora de nossas cogitações, uma vez que não nos compete decidir. O ciclo atual está prestes a terminar, o mundo irá passar por grandes transformações, que já se tornam evidentes ao senso comum e, naturalmente, os responsáveis pelo comando da missão do Vale do Amanhecer – Pai Seta Branca e seus Ministros –, já terão planos prontos para funcionar.

O atual Vale do Amanhecer
     A primeira comunidade funcionou na Serra do Ouro, próximo da cidade de Alexânia, Goiás. De lá mudou-se para Taguatinga, cidade satélite de Brasília, e, em 1969, foi instalada no atual local, que passou a se chamar Vale do Amanhecer, na zona rural da cidade satélite de Planaltina.
     O Vale ocupa uma área pertencente ao Governo do Distrito Federal, nela residindo cerca de 500 pessoas, em sua maioria menores abandonados que foram abrigados por Tia Neiva. Para esse fim, foi criada uma entidade jurídica chamada “Lar das Crianças de Matildes”, que garante a legalidade desse tipo de trabalho.
     Dentre os residentes estão os dirigentes que cercam Tia Neiva, algumas famílias de médiuns, os que participam da manutenção, do atendimento de emergências no Templo e ocasionais abrigados para tratamento de alcoolismo.
     O ponto focal da comunidade é o Templo do Amanhecer, construído em pedra, no formato de uma elipse, com uma área coberta de 2.400 metros quadrados. Distante cerca de 300 metros, existe um conjunto iniciático, construído a céu aberto, chamado Solar dos Médiuns ou Estrela Candente. Nele existem cachoeiras artificiais, um espelho d’água em forma de uma estrela, com raio de 79 metros, lagos, escadarias de pedra e cabanas de palha.
     O Templo do Amanhecer destina-se ao atendimento do público. O trabalho abre, todos os dias, às 10 horas da manhã, e se prolonga até às 10 da noite, com plantões chamados de Retiros. O Solar dos Médiuns também funciona todos os dias, com início às 12 horas e 30 minutos. Nele, porém, os rituais se destinam à manipulação das energias, havendo atendimento de público apenas em alguns casos especiais.
     O Vale dispõe de água encanada, eletricidade e uma linha de ônibus que o liga a Planaltina, distante 6 km. Possui uma escola primária, dirigida pela Secretaria de Educação do GDF, atualmente com 200 alunos, duas lanchonetes, oficina mecânica, salão de costura, pomar, lavoura e uma livraria especializada em obras religiosas e espiritualistas.
     As atividades diárias do Vale são muito intensas, o dia de trabalho se encerrando altas horas da noite. Para o visitante que vem pela primeira vez, o aspecto é de bucolismo e tranqüilidade rural. Essa impressão, entretanto, se desfaz rapidamente, quando se percebe a intensa atividade desenvolvida para amainar o sofrimento dos que, diariamente, procuram o Vale.
     Todos os dias, às 10 horas da manhã, uma sirene toca três vezes, e é aberto o Retiro dos Médiuns, obedecendo uma tradição que é mantida desde 1959. Os médiuns que participam nesse dia permanecem em plantão até às 10 horas da noite. Cada dia, entretanto, é diferente dos outros, sempre havendo uma programação intensa de instrução e desenvolvimento. Certos dias, principalmente nos fins de semana, vários acontecimentos ritualísticos são executados simultaneamente. Tanto pode acontecer um casamento solene, uma cerimônia de Iniciação, uma festa de aniversário como um velório iniciático por algum médium que tenha desencarnado. Isso, entretanto, sucede sem interrupção do atendimento dos clientes, do andamento das construções, do trabalho das oficinas ou do lazer dos abrigados. É comum a gente ver uma cerimônia iniciática, feita com toda a solenidade no Templo, e, ao passar pela Casa Grande, onde funciona o Lar das Crianças de Matildes, deparar com um baile de rapazes e moças animado por um conjunto local de roque...
     No Vale só existem duas classes de pessoas: Médiuns e Clientes, sendo essa a maneira mais simples de conceituar as pessoas sem incorrer no perigo da discriminação.
     Médium é o antigo cliente que, devido a seus compromissos transcendentais, sente necessidade de participar da Corrente, ou seja, trabalhar mediunicamente. Na verdade, eles representam, apenas, a média de ½% dos freqüentadores, ou seja, dentre cada grupo de 200 pessoas que procuram o Vale, apenas uma tem necessidade de desenvolver sua mediunidade.
     Depois que o último cliente se retira, fato que raramente acontece antes de meia-noite, surge sempre alguma atividade instrutiva, uma comunicação dos planos espirituais ou uma discussão doutrinária em torno de Tia Neiva. Com exceção dos Retiros e das Escaladas na Estrela, cujos horários são rígidos, não existem horas marcadas para as coisas que acontecem. As atividades flutuam ao sabor dos acontecimentos. O dia inteiro chegam pessoas em busca de auxílio, cuja natureza varia ao infinito. Os dias típicos que mais caracterizam a vida no Vale são os chamados dias de Trabalho Oficial, atualmente às quartas, sábados e domingos. Nesses dias, chegam a trafegar no Vale entre 3 e 4 mil pessoas.
     O Trabalho Oficial começa à 10 horas, com a abertura da Corrente. A partir daí, os médiuns vão se colocando nos seus postos de serviço, na medida em que vão se mediunizando, ou seja, que completam os seus rituais e se sentem prontos para o atendimento. As portas do Templo permanecem abertas e os clientes vão sendo acomodados nos bancos de pedra, que correm ao longo do Templo, no lado esquerdo de quem entra. O primeiro contato é com os médiuns da Falange dos Recepcionistas. Eles, discretamente, vão acomodando os clientes e movimentando as filas. Os pacientes sentam e levantam, e vão se aproximando dos Tronos, onde é feito o atendimento individual.
     Os Tronos são pequenas mesas, com apenas um lado disponível, onde se sentam o Apará (médium de incorporação) e o cliente. Por trás do Apará, permanece de pé o Doutrinador. Este, cuja mediunização torna seus sentidos mais alertas (ao contrário do Apará, que fica semiconsciente), é o responsável por tudo que decorrer no atendimento. Ele acompanha o trabalho do Preto Velho ou do Caboclo, esclarece o cliente, doutrina os sofredores que o Preto Velho puxa do cliente e garante, ao máximo possível, a satisfação do atendido.
     O Apará incorporado permanece com os olhos fechados e apenas entra em contato com o cliente segurando levemente suas mãos ou tocando, na sua cabeça, com a ponta dos dedos. Conforme o médium ou a entidade-guia, a linguagem é pouco inteligível pelo paciente. Isso, entretanto, não é de muita importância, uma vez que a vocalização é apenas a maneira da entidade entrar em sintonia com o paciente. Quando se torna necessário um conselho ou indicação, o Doutrinador serve de intérprete. Na verdade, o importante não é o que a entidade fala, mas, sim, o que ela faz durante o atendimento. É a manipulação de energias que irá resolver os problemas do consulente, podendo suceder que nem ele saiba, às vezes, quais são eles. Por isso, a comunicação é secundária, principalmente pelos perigos que encerra, devido às possíveis interpretações errôneas.
     O freqüentador do Vale do Amanhecer acaba por se habituar a avaliar a autenticidade do trabalho pelo resultado, fato esse de que só  ele pode ser o juiz. Se ele chega tenso e cheio de cargas negativas, o Preto Velho as atrai para o Apará. O médium recebe essas cargas e, devido à natureza dessas energias e sua localização no seu plexo solar, ele se contrai. O quadro dessa incorporação é o do médium com o rosto contraído, as mãos crispadas e, às vezes, falando em tom agressivo. Isso tanto pode significar que ele está recebendo a carga magnética do cliente como algum espírito sofredor, um desencarnado ou um obsessor.
     Qualquer que seja a situação, o Doutrinador faz sua doutrina e, mediante uma chave iniciática, faz a entrega a outro plano, outra dimensão. O médium, então, volta para sua incorporação suave do Preto Velho ou à expressão do Caboclo.
     Conseguido o reequilíbrio do tônus do paciente, a entidade sugere seu encaminhamento para outros trabalhos no Templo, dá-lhe algum conselho ou palavra de encorajamento, sugere sua volta ou lhe delineia algumas sugestões para equilibrar sua vida. Nunca, porém, interfere no seu livre arbítrio ou toma alguma decisão por ele.
     Após esse atendimento, o cliente tem várias alternativas: vai para a Sala de Cura se tiver algum distúrbio físico, para a Indução se seu problema for de ordem econômica, puramente de situação material, ou apenas para a Linha de Passes se não tiver problemas dessa natureza.
     A “cura”, em termos da Doutrina do Amanhecer, não envolve diagnóstico ou receita de remédios. Nada ali é feito que possa ser resolvido pelo médico terreno. Em todos os casos sempre se sugere que o paciente procure o médico, ou continue com o tratamento que porventura esteja fazendo. Nossa cura é puramente espiritual, na área invisível do paciente, que é inacessível ao médico físico.
     Se o cliente apresenta sintomas de mediunidade excessiva, é aconselhado o seu desenvolvimento, porém sempre é chamada sua atenção que isso tanto pode ser feito aqui como em qualquer outro lugar de sua preferência.
     Alguns clientes chegam pensando que todo atendimento é feito pessoalmente por Tia Neiva, e fazem questão de enfrentar o difícil problema da espera que isso suscita. Nos dias de Trabalho Oficial, o Templo atende entre 3 e 5 mil pessoas e, é lógico, apenas uma pequena parcela consegue falar pessoalmente com a Clarividente.
     De modo geral, o atendimento se caracteriza pela descontração e informalidade. O cliente entra e sai à vontade, ninguém lhe pede coisa alguma e ele só sai de sua incógnita se assim o desejar. Só tem que declinar seu nome e sua idade na hora de ser atendido pela entidade incorporada no médium. Tanto os médiuns como os dirigentes preferem ignorar o problema pessoal de cada um, e só se interessam pela natureza do problema. Geralmente, quando procurado, o recepcionista pergunta ao cliente se o problema dele é de saúde, da vida material ou de ordem familiar, para poder encaminhá-lo ao setor adequado.
     Na verdade, a técnica empregada no atendimento dispensa a confidência da pessoa. O trabalho de passa numa outra dimensão, que é invisível aos sentidos até mesmo dos médiuns. Mesmo a conversa das entidades, incorporadas no médium, escapa, em grande parte, aos seus ouvidos ou à sua percepção, embora ele não esteja realmente inconsciente. O diálogo é necessário para manter a sintonia entre o cliente e a entidade. Enquanto o Preto Velho conversa, ele está, na verdade, manipulando energias e resolvendo problemas da pessoa que, às vezes, nem ela suspeita que tem. Em alguns segundos do relógio, a entidade percorre os ambientes onde a pessoa vive, verifica problemas de suas outras encarnações, atende a pessoas que lhe são queridas, não importa a distância física onde estiverem, e faz até mesmo sua caridade para os inimigos do atendido.
     O ponto alto desse trabalho é que o cliente não assume compromisso algum, nem mesmo de ser um crente ou adepto. A confiança surge depois, com os resultados obtidos e é por isso que os clientes do Vale, em sua maioria, acabam por voltar outras vezes e se tornam amigos.
     Os clientes do Vale são de todas as classes sociais. Alguns vêm apenas para visitar ou por curiosidade. Outros, gostam de pesquisar. Porém, muitos, talvez a maioria, vêm em busca de algo que falta em suas vidas. Todos se sentem à vontade, uma vez que nada lhes é solicitado, pois não têm obrigação alguma. Os médiuns, esses sim, têm sempre a obrigação de fazerem tudo que for possível pelos que procuram o Templo. Não se concebe uma pessoa sair do Vale sem ter sido atendida ou sair insatisfeita. É lógico que o Vale não faz milagres, nem resolve todos os problemas das pessoas, mas sempre abre uma esperança, alivia uma dor e amplia as perspectivas daqueles que o procuram. 
     Salve Deus!

[Extraído do livro "O que é o Vale do Amanhecer" | Autor: Mário Sassi]



os ventos


      Existem ventos que agem sobre a Terra com determinadas funções. Esses ventos são efeitos da manipulação da força quente do Sol com a força fria da Lua, com poderes para abrir o neutrom e cumprir a natureza de sua emissão.
No final da carta de 7.9.77, Tia Neiva escreveu: “Deixemos aqui os Alaruê e seguimos para os “nufados”, que são trazidos pelo vento, que os projetam. Têm seu conteúdo, sua finalidade... Os nufados são partículas de energia do Astral Superior que vêm para a Terra e são distribuídas no bojo dos ventos, propiciando a renovação celular do plexo físico e produzindo maior polaridade positiva às vibrações celulares, resultando na perfeita harmonia energética do Sol Interior.  
Koatay 108 nos transmitiu a existência dos seguintes tipos:

1. AUSTRO TANUAY - O vento que traz, em seu bojo, as forças do Sol e da Lua, transmitindo uma energia transcendental que impulsa o Jaguar em sua missão, em seu sacerdócio. Tem íntima ligação com a necessidade de energias que suportam a vida do Jaguar, fluindo por  todo o Universo e trazendo o que for necessário tanto para a vida material como para o espírito.

2. TANOAÊ - O vento destruidor, o furacão,  a força reparadora que, segundo Koatay 108, vai varrer a Terra, levando seu triste fardo, e deixando nosso planeta em seus planos Crísticos, respeitando apenas  o nosso mundo cabalístico transcendental. Tanoaê emite sua força no vento para levar sua mensagem e fazer suas reparações, fazendo a limpeza das impregnações coletivas. Age, de forma violenta, nas grandes tempestades, junto aos grandes temporais, numa explosão de forças telúricas, realizando profundas desimpregnações que proporcionam melhoria das condições do ser humano e dos três reinos da Natureza, por aliviar cargas muito pesadas e alterar padrões vibratórios que poderiam provocar sérios desastres;

3. TANOAI - O vento que traz o consolo para aqueles que se deixam cair no desespero e já não têm mais esperanças de sobreviver;

4. TANOAY - O vento construtor, que modifica para melhor toda a sintonia da Natureza e do Homem, conduzindo-o para o progresso material e espiritual;

5. TANUY - Um vento suave, uma brisa, que leva os mantras para os planos etéricos, penetra nas Cavernas do Canal Vermelho levando a paz, a ternura, confortando àqueles que sofrem angustiados os tormentos dos lugares onde chegaram por seus próprios baixos padrões vibratórios.           (do Ac.Tumara)
  • “Quantas vezes vejo uma grande perda!
Porém, à noite, vejo os grandes Cavalheiros assumindo aquelas dívidas pelo compromisso missionário, para livrá-la de muitas enfermidades incuráveis.
Pela manhã vem o vento trazendo o prana, manipulando do Sol e da Lua, em seu ventre, com a mesma harmonia.
Muitas vezes sofro por ouvir alguém reclamando a perda de seu ouro pesado. Fico triste, eis porque a minha expressão é triste, pois eu havia presenciado, a poucos dias, o vento, em seu seio, levar o seu destino leproso.” (Tia Neiva, 3.7.78)

  • “Hoje, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela luz dos meus olhos, vocês evitaram um vento de 200 quilômetros por hora!... Ia desaparecer gente, pessoas, casas... Ia ser um absurdo!... Vamos dizer neste instante: Graças a Deus!...”
(Tia Neiva, aula de 21.12.80)